sábado, 30 de julho de 2011

Amizade pra nunca esquecer

                             "...Há um amigo que se apega mais do que um irmão." -Prov.18:24



                         Mari, reservei esse espaço pra dizer o quanto você é especial pra mim! Que amo a nossa amizade! Amo rir das nossas diferenças(que não são poucas kkkkk) mas que aprendo muito com elas também... Compartilhar os segredos(os piores e os melhores segredos..), jogar conversa fora até muito tarde e até cantar as musiquinhas mais tristes da vida( ♫ ♪...cinco da tarde, tudo arde... ♪ ♫NotaNota)Rs...
                        Dizer também que você continua sendo minha unica opção, mas é a melhor opção que Jeová poderia ter me dado... E que admiro muito a sua simplicidade e principalmente a sua honesta sinceridade...Você tem talento amiga!...pra me dizer as dificeis verdades, os trágicos "num te disse?!" e  fazer aquelas criticas que só você é capaz... porque você sabe que pra isso tem que ter muito talento mesmo! mas é por você ser assim que me orgulho de você...por que sei que você é assim de verdade.
                        Enfim, dizer que você é um máximo! que eu te amo muito, muito, muito! Que vou sentir muita saudade...mas que você vai continuar sendo minha melhor amiga sempre! 















segunda-feira, 27 de junho de 2011

 

                              Relações honestas e coisas assim...


É confortante quando uma relação começa espontânea e, aliás, todas elas bem que deveriam começar assim sempre. A gente não fica com os músculos cansados de rir sem vontade, ou o peso na consciência de ter falado mais do que deveria, ou o desespero mental sob uma face inquieta em encontrar uma desculpa para cair fora daquele lugar da forma mais gentil possível. Sim. Nada como amigos assim. Amores assim. Irmãos assim.

Mas óbvio que não é só assim.

Acontece que, da mesma forma em que a gente baixa a guarda diante de um relacionamento que flui, acaba se acomodando naquele marasmo e esquece quando é obstruido por pedrinhas pequenas e deixa de desaguar e movimentar-se, ou, o que é pior, vai poluindo por invisíveis agentes externos.

Houve o tempo em que eu segurava no fio da navalha de pessoas que não mereceriam a confiança nem mesmo de um ouriço do mar. Em outras épocas, aprendi a ficar com a mente encucada com qualquer pessoa a quem ria de um jeito que eu - em meu pretenso feeling- julgasse torto.

Até aprender a aceitar as contradições, não conseguia conceber a ideia de que as relações podem ser limpas e honestas e, ao mesmo tempo, devemos estar alertas para que se conservem assim, saudáveis. Não atinava que, em nossos micro-universos, podemos ser tudo, fazer tudo, adormecer ou acordar tudo o que quisermos dentro desse sistema vivo e aberto que a gente chama levianamente de coração.

Nesse sisteminha vivo, aberto e pulsante, em que a gente absorve nervos, ideias e quereres de outrém; também influenciamos e somos influenciados; vemos e somos vistos; percebemos e somos percebidos; despercebemos totalmente, por fim, até onde vai a gente e até onde vai o outro. A gente se integra e se completa, se isola e se fragmenta, se descabela e se recompõe.. Fingindo controle absoluto, somos levados correnteza abaixo, numa água tantas vezes poluída, porque esquecemos de simplesmente cuidarmos uns dos outros, de estarmos por perto para segurar as mãos, mesmo que signifique levar uma chave de braço logo depois. Consternados , descobrimos que sempre podemos fazer alguma coisa por alguém. Inexplicavelmente, quase sempre é melhor do que fazermos por nós mesmos.

Deve ser mesmo coisa da idade. Chega um tempo em que o pavio encurta e a paciência se desfaz para o monstro lunático do ego e de outras ilusões que acreditam que benefício é estar no lucro. Por mais incompreensível que pareça, descarto meu medo de me deixar levar com olhos bem abertos e vou muito bem acompanhada dos meus poucos e raros que ainda acreditam - apesar de tudo - na bondade e na franqueza dos mais sutis, na complexidade dos mais simples, na loucura dos mais lúcidos, na autoridade dos mais servis, na grandeza de quem não se importa com o umbigo (mas com um palmo acima dele), na luz de quem, seja onde estiver, sempre estará lá, e no meu desejo de estar exatamente onde estou também:

por meus amigos, por meus amores, por meus irmãos.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Voar voar, subir subir!

             Como todo mundo aprecio a beleza e a elegãncia das criações de Deus, tambem fico curiosa com a sabedoria que Ele deu ao homem, que o torna capaz de criar, inventar, reinventar e até de voar.
             Uma das coisas mais lindas feita pelo homem que já vi foi um evento de balonismo. Enfeitiçada pela cena eu parada observava aqueles balões de todas as cores do arco-íris se encherem de ar e começarem a ocupar o céu azul claro. Amarrados com cordas bem grossas, os balões aos poucos inflavam se preparando para levar seus passageiros as alturas.
             Um balão chamou muito minha atenção. A maioria das pessoas estavam se afastando dele, pois tinha se tornado perigoso. O maçarico parar de lançar ar quente no balão antes que ele se inflasse por completo.Meio murcho e preso por uma corda longa ele se movimentava lentamente em circulo, derrubando tudo o que estivesse em seu caminho, como uma imensa bola de boliche. Um membro da equipe tentava deseperadamente desamarrar uma corda enquanto o balão causava um desastre em câmera lenta. Eu de longe, curiosa observava... Enquanto o balão continuava dando trombadas, sendo puxado e tentando se livrar das amarras. Eu sei como é sentir isso...Sei como é querer se soltar do chão estando amarrada a algo e tentar deseperadamente se libertar. Me lembro de várias vezes em que cordas invisiveis me mantiveram presa quando eu estava tentando alçar vôo. Apesar de meus erros e fracassos eu sabia que podia ser mais do que aquilo, que podia e posso ir muito mais além...
             Mais tarde refleti mais um pouco sobre as incriveis semelhanças que temos com os balões. Percebi que todos estamos a bordo de um balão de gás. E quer reconheçamos quer não, todos estamos participando de uma corrida. Alguns ainda estão presos ao solo, procurando uma forma de se soltar para poder voar. Há ainda aqueles que sobem, mas não conseguem alcançar uma boa altitude por que estão carregando muito peso; as cordas e os pesos os impedem de se libertar e subir.
             Quando os balões começam a decolar, alguns vão imediatamente pra cima, enquanto outros planam sobre a superficie, a pouca altura do chão. A pessoa na gôndola entende que o quê está atrapalhando são os pesos e começa a se livrar deles o mais rapido possivel e então o balao começa a subir.
             A viagem da vida está toda centralizada em você, seu balão, seus pesos, suas amarras, as dificuldades que o detém. Nunca esqueça que você pode voar! E o ar, o cenário, e a própria vida serão muito mais bonitas e emocionantes quando você detectar quais são os pesos da sua vida...E jogá-los fora do balão.
            Cada um de nós tem limitações pessoais para superar, precisamos apenas de um plano para saber por onde começar. Não me importo de ter limitações pessoais que preciso encarar. Só não quero ter no ano que vem, as mesmas que tenho este ano. Ainda estou crescendo... mas a cada passo me torno mais aquela que estou tentando ser e isso me anima. Desejo ser essa pessoa e quero celebrar a vida com aqueles que também escolhem ser tudo aquilo que podem ser.
            Espero que nessa jornada você também descubra a vida, que no fundo, sempre soube que poderia ter.

              

sábado, 16 de abril de 2011

Decididamente Borboleta

Rudolf Steiner, pai da Antroposofia, disse que: as borboletas são flores que se desprenderam da terra... E que as flores são borboletas que a terra apreendeu...
Seja como for, se as flores marcam a primavera, as borboletas são seu símbolo maior.
São quatro fases da mesma vida: ovo, lagarta, crisálida e borboleta.
Enquanto ovo, é princípio vivo, puro. Representa a potencialidade do ser, guardada dentro de um invólucro de heranças parentais.
É fundamental para desenvolver a solidez das bases estruturais do indivíduo. Mas num determinado momento, torna-se necessário romper com essa capa de proteção, para caminhar sobre as próprias pernas.
A lagarta tem o aprendizado da terra, do rastejar, das coisas que se processam lentamente. Simboliza os cuidados com o mundo físico, com os aspectos materiais que compõem a existência cotidiana. Pode ser o lado pesado da vida.
A crisálida é o encapsular para gestar. É como se retornasse ao estágio do ovo, mas só que por escolha pessoal. É criar um casulo para si mesmo, como forma de conectar-se com seus sentimentos, sua interioridade e seus próprios desejos.
E, finalmente, as asas libertam a borboleta! Mas, para se chegar à borboleta, é preciso superar o conforto e a comodidade do “já conhecido”...
É preciso deixar morrer o velho e partir ao encontro das possibilidades em aberto, sem certezas, sem garantias.
A borboleta é a lição viva de que tudo é passageiro.
Assim também somos nós...
Uns vivem para sempre no ovo...
Outros jamais passam de lagarta...
E tem gente que vive gestando um sonho, um ideal, mas sem nada realizar...
Ainda existem aqueles que, com esforço, se libertam, ganham asas e voam leves! Pousam aqui e ali, no colorido das flores, e só de existir fazem a vida mais bela!
Identifique em que fase você está e observe como fazer para processar a sua metamorfose.
Viver é cumprir fase por fase. Desapegar-se do antigo e entregar-se ao novo até ser capaz de voar.
Desperte e tente uma nova forma! Deixe acontecer em você esse misterioso processo de se abrir para florescer! Deixe aparecer suas asas, suas melhores cores, seu vôo!